INSCRIÇÕES ABERTAS!

Quero fazer o curso!

CURSO EM 05 AULAS
por Olavo de Carvalho

De 05 a 09 de março

  • PRESENCIAL

    $350.00 (dólares)

    nos Estados Unidos

    + custo da viagem, estadia, etc.

  • ONLINE

    R$400,00 (reais)

    Adquirido via Seminário de Filosofia

    Disponível para compra em breve

Informações para a modalidade presencial:

Destino da passagem aérea: Richmond, Virginia

É necessário ter passaporte e visto americano

Aluguel de carro: http://www.rentalcars.com/us/airport/us/ric/

Hotel: Qualquer hotel em Colonial Heights, Virginia, U.S.A.

E-mail para contato: olavodecarvalhocursos@gmail.com

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Motivos

Não é novidade para ninguém que o QI médio da população brasileira vem caindo com velocidade alarmante. Nem que os nossos estudantes tiram sistematicamente os últimos lugares nos testes internacionais. Nem que entre os alunos diplomados que as universidades despejam anualmente no mercado 50 por cento são analfabetos funcionais.

Mas, como já afirmei muitas vezes, a inteligência humana tem a peculiaridade de que, ao contrário do dinheiro e da saúde, quanto mais a gente a perde menos dá pela falta dela. Daí que a inépcia endêmica cresça pari passu com a incapacidade de percebê-la em tempo de corrigi-la. Se as classes dirigentes e opinantes conservassem um pouquinho da perspicácia que tinham em outras épocas, a crise da inteligência nacional, tal como observada sobretudo entre os estudantes, seria objeto de preocupação extrema e debates acalorados no Parlamento, na mídia e nas universidades. Se nesses meios reina, ao contrário, o silêncio da indiferença, é precisamente porque a imbecilização crescente não afeta somente as novas gerações ou as classes populares, mas já subiu aos altos escalões e domina soberanamente os destinos da nação, cada vez mais desarmada ante um panorama mundial superior à sua compreensão.

Sondar as causas remotas desse estado de coisas não é o propósito deste curso, mas um breve exame das causas mais próximas é indispensável.

A primeira foi a total instrumentalização da vida cultural, posta maciçamente a serviço de uma facção partidária que exerceu à vontade, durante quarenta anos, o direito de excluir, boicotar e calar os que não se alinhassem com as suas metas estratégicas, sacrificando, nisso, justamente o melhores e promovendo toda sorte de nulidades politicamente convenientes. Escritores, jornalistas e pensadores de primeiríssima ordem, como Antonio Olinto, Gustavo Corção, Nicolas Boer, Paulo Mercadante, Antonio Paim e muitos outros simplesmente desapareceram da mídia dita “cultural”, substituídos por palpiteiros e cabos eleitorais.

A segunda causa, solidária com a primeira, foi a burocratização da vida intelectual, privada de sua criatividade espontânea e submetida aos interesses corporativos do establishment universitário.

A terceira, síntese e superação das outras duas, foi mais complexa.

Em toda sociedade coexistem, de maneira mais ou menos autônoma, vários critérios de julgamento do valor dos seus membros. A religião, a fama, a riqueza, os altos postos na hierarquia governamental, empresarial e militar, a moralidade convencional, as realizações na esfera da alta cultura, etc. Nas últimas décadas, por toda parte mas especialmente no Brasil, duas

modificações drásticas aconteceram nesse sistema de escalas. De um lado, a identidade ideológico-partidária, que era um fator neutro, se tornou um dos critérios principais. De outro, a alta cultura simplesmente perdeu seu poder valorativo e se tornou subordinada aos outros critérios.

Na mesma medida em que os comunistas e seus associados subordinavam a vida cultural aos seus interesses políticos mais imediatistas e oportunistas, do outro lado do espectro político as produções da alta cultura começaram a ser julgadas pela sua “contribuição ao desenvolvimento”, pelo seu sucesso de mercado e pelo seu valor como símbolos de status.

Então cumpriu-se, com mais clareza do que em qualquer outro país, a profecia de Nietzsche: “Se acreditamos que a cultura deve ter uma utilidade, logo começamos a confundir a utilidade com a cultura.” Pior: utilidade, no caso, não para a população em geral, mas para grupos interessados em promover, seja a política socialista, seja a economia liberal.

Num país em que o amor ao conhecimento já era antes uma exceção do que a regra, a cultura foi reduzida à mais baixa condição de serva e capacho.

A essas três causas deve acrescentar-se, como efeito delas, a degradação do sistema de ensino, instrumentalizado em idêntica proporção e posto a serviço dos interesses mais mesquinhos de grupos e panelinhas, não só adotando metodologias destrutivas e imbecilizantes — só para a glorificação midiática de seus criadores —, mas subordinando-se até mesmo aos desejos e fantasias sexuais de professores ególatras e imaturos.

Não há um só brasileiro cujo desenvolvimento intelectual não tenha sido gravemente prejudicado por esse concurso de fatores, ou concurso de horrores.

Há meios de, em plena debacle geral da inteligência, o indivíduo defender-se, preservar e desenvolver seus talentos contra a maré da imbecilização ambiente?

Há.

Já demonstrei isso nas aulas do Curso Online de Filosofia, onde milhares de alunos tiveram suas inteligências despertadas e fortalecidas, descobrindo capacidades que antes nem imaginavam possuir.

No presente curso, pretendo expor algumas estratégias e técnicas de autodefesa intelectual, que empreguei para meu próprio benefício e que agora porei à disposição dos meus alunos.

Programa

Aula 01
Análise do ambiente intelectual e psicológico e das inibições e obstáculos que ele impõe à inteligência individual.

Aula 02
Vocação e concentração. Remoção de obstáculos psicológicos.

Aula 03
Criação de um ambiente intelectual propício.

Aula 04
A arte de estudar e aprender.

Aula 05
Estudar o quê?

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