Olá caro colegas,
Meu nome é Ana Regina Guimarães Bouças, sou economista, trabalhei numa empresa gráfica, ligada ao setor de tecnologia e informática,empresa genuinamente brasileira e genuinamente formada a partir das regras estabelecidas no sistema capitalista quando se quer criar uma empresa.Isto é, cria-se o projeto, vai-se ao banco, no caso bancos externos, para pleitear o crédito para os recursos monetários, com apenas o aval, dado a partir de seus laços de confiança e de atitude pregressa proba no mundo empresarial, e por fim compra-se os equipamentos e cria-se a equipe que irá administrá-la. Recursos estes inteiramente pagos ao sistema financeiro internacional a partir do lucro do empreendimento.Logo: capital, trabalho, lucro e dividendo inteiramente nacional, uma vez que ele, o seu fundador, era brasileiro, e o capital foi reaplicado sempre na sua empresa para o crescimento e desenvolvimento do empreendimento.
Foi uma empresa inovadora no Brasil, tanto na forma de captação de recursos como na disseminação de tecnologia para o setor.Utilizou o captação de capital no mercado internacional para desenvolver a empresa no Brasil e utilizou o conhecimento adquirido e estudado por seu fundador com parceiros internacionais, os quais implementou na empresa para a sua evolução; posibilitando aos funcionários uma visão moderna de trabalhar, assim como o crescimento empresarial e acumulação de capital.Logo dentro das normas vigentes num outro tempo, que não o do banditismo organizado e da esquizocracia atual.
Empresa esta de minha família cujo o fundador e arrojado empreendedor foi meu pai que após ter trabalhado na IBM do Brasil (no real sentido de trabalhar, além de ser filho do representante da IBM no Brasil desde o ano 1917 até 1959) por toda a sua vida até o momento em que decidiu ser empresário no seu país, o Brasil.Ele fundou a empresa depois que decidiu deixar o cargo de executivo da IBM, e ter recusado convite para trabalhar na concorrência por princípio apenas moral.O que lhe valeu sempre amizades internacionais verdadeiras por toda a sua vida e acesso ao conhecimento de ponta do mercado internacional.
Tenho três filhos e moro no momento em Cabo Frio.Estudei economia na Candido Mendes, mesmo já tendo três filhos, sem nunca abandonar a condição de ser mãe, de esposa, e de trabalhar e atender a compromissos sociais.Procurei a formação universitária brasileira para ampliar os meus horizontes, talvez tenha sido aí um grande erro, pois aquilo que eu sabia era infinitamente maior daquilo que aprendi, vi e estudei na universidade.Mas como tudo não tem um apenas um lado, foi proveitoso no sentido de ter visto a raiz das transformações em curso no país.Embora hoje olhando para trás, se tivesse ampliado a minha formação nas antigas fontes, isto é, dentro do mundo que já conhecia e não buscado na educação formal brasileira.
É estranho, o que senti durante meu período universitário.É que na universidade, no meu caso particular, eu forneci mais conhecimento do que propriamente recebi. E mais, diferente das universidades americanas que são as formadoras de mão de obra para as empresas, e para a continuação e evolução do conhecimento tecnológico, literário,artístico, filosófico etc, etc... As nossas universidades são formadoras de ativistas sociais, completamente dissociados da mentalidade empreendedora e formadora de indivíduos aptos para assumirem seu papel na vida, que caracterizam os paises do primeiro mundo. O que constatei também a partir da formação universitária de meus filhos.Contribuindo mais para o empobrecimento do Brasil tanto no seu nível empresarial como intelectual. O custo que os pais tem em reajustar seus filhos no mundo são enormes. E aconselho aqueles que possam enviem seus filhos para estudar no exterior.Os riscos dos estudantes estudarem nas nossas universidades são muitas vezes até de vida, pois, sem que você, os pais saibam, eles, os diretórios e professores convocam e incentivam os alunos para tomarem parte das atividades dos diretórios, para agirem como agitadores sociais, para fazerem pesquisas em área de risco.Mais deformando a mentalidade do aluno do que propriamente os educando e formando-os para vida. Aliás formação esta que também é dada para as crianças desde a mais tenra idade nas escolas primárias brasileiras.Busca-se mais a luta de classes do que encentivar os alunos para o conhecimento.
Durante meu curso de economia sempre procurei estudar a filosofia, principalmente para compreender o processo em curso no Brasil.Quando durante meus estudos, assim como vocês colegas, eu senti o esfacelamento moral do país e uma ascensão de pessoas muito pouco preparadas tanto ética e intelectualmente quanto com uma efetiva capacitação técnica e teórica , e o que é pior, senti que o país caminhava para um retrocesso histórico e não para o seu fortalecimento como nação.
Pelos motivos expostos acima é com satisfação que faço parte do Seminário de Filosofia, onde tenho tido a oportunidade de adquirir muito conhecimento, reavaliar assim como revalidar muitos de meus conceitos e procurar evoluir como pessoa humana.
Estou pronta para começar as transcrições, convido aqueles que quiserem para abrir um forum de discussão sobre o estudo dos Quatros Discursos de Aristóteles do Prof.Olavo, fazendo um paralelismo com a teoria de Marx e os estudos de Gramnsci, e as conseqüências destas duas últimas para a (de)formação do pensamento contemporâneo.
Abraços,
Ana Regina Guimarães Bouças
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