Esoterismo na História e hoje em dia

Esoterismo na História e hoje em dia

R$ 400,00

O início será no próximo dia 14 de fevereiro, terça-feira, às 20:30. A transmissão será exclusivamente pela internet. As inscrições começam no dia 06 de fevereiro e vão até o dia 11.

Serão cinco aulas, cada uma de 2 (duas) horas. Sendo 90 minutos de exposição e 30 minutos para responder as dúvidas enviadas por e-mail.

A finalidade é mostrar a urgência em recolocar a questão do esoterismo numa perspectiva histórica mais veraz.

REF: 210 Categoria:

Descrição

Curso online em 5 aulas

As aulas começam dia 14 de fevereiro e serão transmitidas todas as terças-feiras, até o dia 14 de março, às 20:30 horas.

As aulas ficam disponíveis para download posterior.

O que é o curso

Até umas décadas atrás, a crença geral da intelectualidade ocidental era a de que tudo o que pudesse levar o nome de “esoterismo”— astrologia, alquimia, magia, iniciações etc. — tinha sido, pela influência conjunta da ciência e da religião no início da idade moderna, banido para sempre da esfera do conhecimento respeitável.

Depuradas desse ranço “medieval”, a salvo de toda contaminação “supersticiosa”, a ciência e a fé dividiam agora entre si o território demarcado internamente por fronteiras nítidas, ora fechadas para assegurar a integridade e independência das duas ocupantes, ora abertas para uma colaboração em vista de possíveis vantagens mútuas, ora arrombadas à força em disputas ferozes que sempre terminavam em novos reconhecimentos das jurisdições estabelecidas.

A estabilidade desse acordo começou a ser abalada quando a crescente abertura do mercado editorial para textos provenientes de antigas tradições orientais e o conhecimento cada vez maior das culturas indígenas despertaram em muitas inteligências a suspeita de que algo de essencial tinha sido perdido ao longo do caminho histórico percorrido pela inteligência no Ocidente.

Já por volta dos anos 20-30 do século passado a distinção, não muito clara, mas persuasiva, entre “ciência ocidental” e “sabedoria oriental” havia se tornado um lugar-comum em muitos círculos de intelectuais, alguns influenciados pelo budismo, pela cabala e pelo taoísmo, como Carl-G. Jung e Hermann Keyserling, outros pela “teosofia” de Helena Petrovna Blavatski, outros pela “antroposofia” de Rudolf Steiner ou por qualquer das muitas organizações “ocultistas” que pululavam na Alemanha, na Inglaterra e na França desde meados do século XIX.

Foi então que entraram em cena dois personagens destinados a impor ao Ocidente a humilhação final mediante a demonstração ao menos aparente da “superioridade” oriental. Radicalmente diferentes entre si e até antagônicos por suas personalidades e seus modos de ação, Georges Ivanovitch Gurdieff (1866-1949) e René Guénon (1886-1951) tinham em comum o fato de que seus ensinamentos, em contraste com os da maioria das escolas “ocultistas”, não se espalharam primeiro entre as massas populares para só depois, trabalhosamente, conquistar alguma respeitabilidade nos altos círculos intelectuais. Bem ao contrário, ambos fugiam da popularidade e só colhiam leitores e discípulos entre as pessoas mais qualificadas intelectualmente que pudessem encontrar — não raro celebridades das ciências, das artes e das letras, gente, quase sempre, de um nível bem superior à média dos profissionais universitários e “intelectuais públicos”.

Gurdjieff, impondo a seus mais empombados seguidores uma

disciplina absurda e humilhante (provando com isso a credulidade pueril de cientistas e filósofos), e Guénon, com suas exposições teóricas aparentemente irrespondíveis, feriram de morte o orgulho intelectual do Ocidente e anunciaram trazer de volta conhecimentos espirituais de importância vital, esquecidos há séculos, capazes de restaurar o cristianismo — sob o guiamento, é claro, de “mestres orientais qualificados” — e revolucionar até mesmo o mundo das ciências, a jóia da coroa ocidental.

A profundidade da sua influência pode-se medir pelo número de obras subscritas por grandes nomes da ciência e da filosofia no Ocidente, que, descendo do pedestal científico-materialista, pedem socorro ao esoterismo oriental para que lhes explique o que eles mesmos estão fazendo.

The Tao of Physics, de Fritjof Capra, Beyond Biocentrism, de Robert Lanza, Einstein, Tagore and the Nature of Reality, de Partha Ghose (ed.), The Big Picture, de Huston Smith, Extra-Universal Mechanics, de Curtis Crim, The Three Pillars of Zen, de Roshi Philip Kapleau, Cosmos and Transcendence, de Wolfgang Smith, a obra inteira de Ken Wilber e milhares de outros livros comprovam até que ponto a alta intelectualidade ocidental já abandonou seus paradigmas consagrados e entrou num outro quadro de referências balizado, em essência, pela “sabedoria oriental”.

Ao mesmo tempo, as sociedades ocidentais, corroídas por décadas de autocrítica masoquista e genuflexões rituais ante as “culturas minoritárias”, se mostram cada vez mais incapazes de resistir aos ataques que recebem do invasor muçulmano e do seu próprio anti-ocidentalismo introjetado.

Tudo isso torna evidente a necessidade e urgência de recolocar a questão do esoterismo numa perspectiva histórica mais veraz, da qual o curso das coisas, determinado pela voga de toda sorte de chavões e lendas, parece afastá-la cada vez mais.

Este curso mostrará (1) como a civilização cristã, acuada e atemorizada ante o avanço da ciência moderna, foi renunciando a todo um legado de conhecimentos informalmente “esotéricos”, só para ter de recebê-los de volta no século XX por mãos “orientais”; (2) como a revolução científica dos séculos XVII a XIX foi empreendida eminentemente por esoteristas mais ou menos disfarçados de materialistas, os conhecimentos esotéricos que cultivavam em privado e condenavam em público foram se tornando cada vez mais proibitivos tanto para a população cristã quanto para a massa crescente dos ateus; tudo isso com a cumplicidade passiva do clero católico e protestante; (3)como, em essência, as tradições esotéricas que desencadearam esse processo são as mesmas que, no século XX, se prevaleceram dele para acusar a civilização ocidental de “perda da espiritualidade”.

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