Mário Ferreira dos Santos – Guia para o estudo de sua obra

Mário Ferreira dos Santos – Guia para o estudo de sua obra

R$ 400,00

Aula I — O corpus ferreiriano.
Divisão cronológica da bibliografia
O estado atual dos textos
Dificuldades de leitura
Estrutura da Enciclopédia das Ciências Filosóficas

Aula II — Esboço de biografia intelectual. Crítica à filosofia moderna, A descoberta do pitagorismo

Aula III — As três fases da obra madura. — Mutações do método

Aula IV — Pitagorismo e tomismo

Aula V — A síntese final

REF: 501 Categoria:

Descrição

Curso online de 28 de novembro a 02 de dezembro.

Inúmeras e temíveis são as dificuldades de acesso ao pensamento filosófico de Mário Ferreira dos Santos.

A primeira, a mais óbvia e talvez a mais intransponível seja o estado catastrófico de desordem editorial em que ele deixou seus escritos, quase todos eles constituídos de aulas e conferências transcritas às pressas por amadores bem intencionados que mal compreendiam o que estavam transcrevendo.

A confusão disforme de cada texto em particular contrasta, no entanto, com a ordem majestosa e límpida do conjunto da obra madura, especialmente com a Enciclopédia das Ciências Filosóficas, um edifício racional planejado e construído, peça por peça, rigorosamente de acordo com o plano originário, praticamente inalterado ao longo de cinquenta e seis volumes.

Contrasta, mais ainda, com o conteúdo intelectual da obra, o seu filosofema, que é talvez a tentativa mais clara e nítida que já se fez, desde o tempo dos grandes escolásticos, para reduzir a filosofia a um sistema ordenado, logicamente fundamentado em todos os seus passos.

Também é certo que o apego do filósofo à demonstração lógica ordenada não foi bem servido por um talento literário à altura, muitos sendo os trechos em que o autor perde o fio da meada ou se embrenha em tiradas verbais de um mau gosto deprimente, mesmo nos raros escritos aos quais ele teve a chance de dar ele próprio uma forma final.

Muito desse fenômeno deve ser atribuído ao fato de que ele produziu a coleção inteira da Enciclopédia em apenas dezesseis anos de trabalho, à base de quatro livros por ano, consciente de que, após a sua morte, alguém teria de impor alguma ordem à mixórdia.

Afetado de grave doença cardíaca, o filósofo pressentia que tinha pouco tempo para viver, e consumia os seus dias numa produção vulcânica, em ritmo vertiginoso, em geral não tendo tempo nem de rever o que escrevia.

A segunda dificuldade é o uso constante do vocabulário técnico escolástico, totalmente estranho aos leitores de hoje.

Por fim, a própria grandeza e complexidade do projeto filosófico a que ele consagrou os seus dias. A unidade e a coerência do sistema só se revelam ao fim da leitura de vários volumes da Enciclopédia, cada um com suas dificuldades próprias, seu estilo rebarbativo e sua dose usual de frases truncadas.

Tendo atravessado essa leitura, pretendo mapear o conjunto e ajudar os leitores a orientar-se nessa selva selvaggia, complementando a apresentação com um exame crítico-analítico do sistema, sem dúvida a mais notável criação do pensamento filosófico no Brasil.

Aula I — O corpus ferreiriano.
Divisão cronológica da bibliografia
O estado atual dos textos
Dificuldades de leitura
Estrutura da Enciclopédia das Ciências Filosóficas

Aula II — Esboço de biografia intelectual. Crítica à filosofia moderna, A descoberta do pitagorismo

Aula III — As três fases da obra madura. — Mutações do método

Aula IV — Pitagorismo e tomismo

Aula V — A síntese final

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